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19/05 | 10h

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20/05 | 10h

sessão de
ABERTURA

 

HOMENAGEM À MOUFIDA TLATLI

Tunisiana, Moufida Tlatli é creditada como a primeira mulher árabe a dirigir um longa-metragem de ficção no chamado mundo árabe. Os silêncios do palácio, lançado em 1994, além de ser um marco histórico, destaca-se  pela estética refinada e por abraçar tantas camadas sociais, políticas e estilísticas utilizando o melodrama para lidar com todas essas estruturas.

Há várias referências à independência da Tunísia que caminham em paralelo a um território fortemente dividido por hierarquias de classe. Vemos os corpos de mulheres sendo significados pelos olhares de sempre e ressignificados pela própria diretora. Vemos uma adolescente perder sua inocência. E no meio de tudo isso, vemos a falsa ilusão de liberdade dentro de um combo liberal.

Os silêncios do palácio foi o seu primeiro filme e, no decorrer  de sua vida, Moufida Tlatli realizou mais dois longas-metragens: The Season of Men (2000) e Nadia and Sarra (2004).

A cineasta faleceu neste ano, com 73 anos de idade, em decorrência da COVID-19. É por sua importância na cinematografia árabe, especialmente na cinematografia árabe realizada por mulheres, que rendemos esta homenagem. Nesta edição, apresentamos Os silêncios do palácio como filme de abertura, disponível por apenas 24hs. Teremos um debate com a pesquisadora e cineasta Viola Shafik, e contaremos, em nosso catálogo, com a tradução de uma entrevista realizada com Moufida Tlatli pela pesquisadora, professora e realizadora Laura Mulvey, publicada originalmente na revista Sight and Sound, em 1995.

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SHAFIK, Viola. Arab Cinema: History and Cultural Identity. Cairo, Egito: The American University in Cairo Press, 1998.

 

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OS SILÊNCIOS DO PALÁCIO

SAMT EL KOUSSOUR

(Tunísia, 1994, 127’)

dirigido por

*disponível apenas em território brasileiro

classificação indicativa 12 ANOS

SINOPSE

Alia, 25 anos, está cansada de cantar em casamentos. Após a humilhação de mais um dos milhares de contratos como cantora profissional, ela demonstra estar decepcionada com sua vida e um ressentimento silencioso pelo fato de que Lofti, com quem morou por dez anos, nunca quis se casar com ela e se recusa a reconhecer a criança que ela está carregando. O anúncio da morte do Príncipe Sid Ali, um ex-bei, faz com que ela repentinamente mergulhe de volta em seu passado.