DEBATES

CONSTELAÇÃO LUA VERMELHA
Era Uma Vez Em Beirute

Conversa sobre o filme "Era Uma Vez Em Beirute", de Jocelyne Saab.

Michèle Tyan nasceu em 1972, é mãe de 3 filhos e é uma cineasta libanesa. Atualmente escreve seu primeiro longa-metragem Grey Glow. Sua primeira experiência profissional foi acompanhar, como estagiária, a diretora Jocelyne Saab no processo de produção e montagem de Era uma vez em Beirute por mais de 18 meses em 1992. Ela editou mais de 50 filmes independentes que foram selecionados em diversos festivais, e muitos foram premiados. Trabalhou com aclamados cineastas e artistas árabes como Ghassan Salhab, Mai Masri, Bahij Hojeij, Akram Zaatari, Jean Chamoun, Tamara Stepanyan, Zeina Dacchache, Reine Mitri. Michèle Tyan dirigiu dois documentários: Against the current, selecionado e premiado em vários festivais, e In search of Emile Tyan. É cofundadora da Djinn House Productions desde 1995, coordenando a produção dos longas-metragens dirigidos por Merzak Alwache, Randa Chahal e Joana Hadjitomas e Khalil Joreige. Lecionou montagem por vários anos na universidade e atualmente supervisiona a montagem de trabalhos de estudantes de cinema.

Myrna Maakaron nasceu em Beirute em 1974 no início da Guerra Civil Libanesa. Ela obteve o diploma do ensino médio em francês e libanês aos 17 anos. Seu amor pelo cinema começou na infância graças ao avô, um dos primeiros distribuidores de filmes libaneses. Desde os quinze anos, ela atuou no palco e em filmes tais como Once Upon a Time Beirut (dirigido por Jocelyne Saab) e Civilized People (dirigido por Randa Chahal). Estudou cinema na Lebanese Academy of Fine Arts (ALBA) e teatro/artes do espetáculo na Sorbonne Nouvelle em Paris e completou um semestre de montagem em 35mm na Universidade FEMIS em Paris. Desde 2002, mora na Alemanha. Ela foi um dos talentos convidados para o primeiro Berlinale Talent Campus, que se tornou uma importante instituição do festival. Myrna foi programadora e consultora do Festival Internacional de Cinema de Dubai (2005-2018) e do Beirut International Film Festivals (2010-2013). Pink é seu longa-metragem de estreia, atualmente em desenvolvimento, que recebeu incentivo para o desenvolvimento de roteiro através do Film Förderung Hamburg, do Medienboard Berlin-Brandenburg e do Ministério da Cultura do Líbano.

Fedra Rodríguez é Graduada em Letras Francês, com Mestrado e Doutorado em Estudos da Tradução pela Universidade Federal de Santa Catarina e Universidad de Sevilla, Espanha, Atua como tradutora, roteirista, escritora, professora e curadora de cinema desde 2008. Pesquisadora no campo da literatura, tradução intersemiótica e cultura árabe, organizou e colaborou em eventos como a 1ª Mostra de Cinema Árabe de Florianópolis (SC), o Cineclube Árabe da Fundação Badesc (SC) e a 1ª Mostra Cinema Egípcio Contemporâneo de Brasília – Especial Mohammed Khan (DF). 

26 de junho, às 15h

 

 

 

 

Convidadas:

Michèle Tyan

(atriz)

Myrna Maakaroun

(atriz)

Mediação: 

Fedra Rodríguez

(pesquisadora)

CONSTELAÇÃO LUA VERMELHA
Tributo a Jocelyne Saab

Mathilde Rouxel é pesquisadora em estudos cinematográficos e curadora independente, especializada em cinema da região MENA. Ela publicou em 2015 a primeira monografia sobre a cineasta franco-libanesa Jocelyne Saab: Jocelyne Saab, la mémoire indompté (Jocelyne Saab, a memória indomada) e está atualmente trabalhando na preservação de sua herança artística.

Nour Ouayda é cineasta, crítica e curadora. Ela é co-editora da revista on-line de cinema sediada em Montreal Hors champ. É vice-diretora da Metropolis Cinema Association em Beirute, onde também coordena o projeto da Cinemateca de Beirute. Seus filmes e textos pesquisam a prática da deriva no cinema. Ela faz parte do Camelia Committee, um coletivo que explora formas híbridas de escrita para/no cinema.

Fedra Rodríguez é Graduada em Letras Francês, com Mestrado e Doutorado em Estudos da Tradução pela Universidade Federal de Santa Catarina e Universidad de Sevilla, Espanha, Atua como tradutora, roteirista, escritora, professora e curadora de cinema desde 2008. Pesquisadora no campo da literatura, tradução intersemiótica e cultura árabe, organizou e colaborou em eventos como a 1ª Mostra de Cinema Árabe de Florianópolis (SC), o Cineclube Árabe da Fundação Badesc (SC) e a 1ª Mostra Cinema Egípcio Contemporâneo de Brasília – Especial Mohammed Khan (DF). 

24 de junho, às 14h

 

 

 

 

Convidadas:

Mathilde Rouxel

(pesquisadora)

 

Nour Ouayda

(curadora, crítica e cineasta)

Mediação: 

Fedra Rodríguez

(pesquisadora)

CONSTELAÇÃO CINTURÃO DE ÓRION
Underground Na Superfície

Conversa sobre o filme "Underground Na Superfície", de Salma El-Tarzi .

Salma El Tarzi é uma cineasta, artista visual e ensaísta que mora no Cairo. Desde sua graduação no High Institute of Cinema em 1999, onde estudou animação de desenhos, trabalhou em diversas áreas da indústria cinematográfica e da televisão, incluindo direção, produção, dublagem e roteiro. Desde então, continuou a trabalhar no cinema comercial predominantemente como produtora, enquanto seguia simultaneamente uma carreira como documentarista independente. Em 2013, dirigiu seu primeiro longa documentário, Underground/On The Surface, no qual ela explora a subcultura local da música electro-shaabi (também conhecida como mahraganat), e ganhou o prêmio de melhor direção no Festival Internacional de Cinema de Dubai.

Analu Bambirra é formada em Cinema e Audiovisual pelo Centro Universitário UNA, em Belo Horizonte/MG. Sócia da Partisane Filmes, atua nas áreas de produção executiva e distribuição. Foi assistente de produção na Anavilhana de 2014 a 2021 e, atualmente, após se especializar em trâmites institucionais em esfera federal, é consultora de projetos da Anavilhana. É curadora e coordenadora da Mostra de Cinema Árabe Feminino.

19 de junho, às 14h

 

 

 

 

Convidada:

Salma El-Tarzi

(diretora)

Mediação: 

Analu Bambirra

(curadora)

CONSTELAÇÃO CINTURÃO DE ÓRION
Foco Randa Maroufi - A Realidade como Performance

*Debate excepcionalmente disponível de 16 a 22 de Junho

Randa Maroufi nasceu em 1987, no Marrocos e é graduada em Belas Artes pelas Universidades de Tetuão (Marrocos) e Angers (França) e pela Le Fresnoy (França), Randa Maroufi faz parte desta geração que cresceu em uma era dominada por imagens. Ela as coleta tanto com avidez quanto com suspeita, e questiona incessantemente sua veracidade. Prefere pôr suas ficções ambíguas a serviço da realidade, e o campo da sua experimentação abrange a ocupação do espaço público e das questões de gênero, das quais ela destaca seus mecanismos fundantes. Atualmente, ela mora e trabalha em Paris, França.

 

Clarissa Campolina é residente em Belo Horizonte, Brasil. Formou-se em Comunicação Social (UFMG) e graduou-se em Artes Plásticas (UEMG). Sócia da produtora Anavilhana desde 2005, foi membro da Teia onde, em parceria com outros membros do grupo, realizou documentários, instalações, curtas e longas-metragens. Os filmes que dirigiu circularam nas principais janelas do mercado de cinema autoral e também foram exibidos no circuito comercial no Brasil, Argentina, Alemanha, França e Portugal. Além de diretora, Clarissa trabalha como roteirista, montadora, professora e curadora. Participa também de projetos de audiovisual ligados ao teatro e às artes plásticas. Atualmente está em fase de finalização do seu terceiro longa-metragem Canção ao Longe e em fase de pesquisa do seu quarto longa A Fera na Selva, este último em codireção com Sérgio Borges.

 

16 de junho, às 14h

 

 

 

 

Convidada:

Randa Maroufi

(diretora)

Mediação: 

Clarissa Campolina

(realizadora e professora)

CONSTELAÇÃO SERPENTE
Mãe daquele não Nascido

Conversa sobre o filme "Mãe daquele não Nascido", de Nadine Salib.

Nadine Salib é uma realizadora e roteirista egípcia.  Estudou realização cinematográfica no IAMS. Começou a carreira como assistente de direção em filmes de longa-metragem como In the Last Days of the City, dirigido por Tamer El Said. Seu primeiro curta-metragem, Dawn, ganhou um prêmio no Festival de Cinema de Bagdá em 2012. O seu primeiro documentário, Um Ghayeb (Mãe daquele que não nasceu), lançado em 2014, ganhou o prêmio FIPRESCI de melhor documentário no Festival de Cinema de Abu Dhabi e o prêmio especial do júri da competitiva de filmes estreantes do Festival Internacional do Filme Documentário de Amsterdã (IDFA). Um Ghayeb também ganhou o prêmio de melhor documentário no Festival Afrycam na Polônia, em 2016, e o primeiro prêmio por melhor documentário no Festival de Mizna nos Estados Unidos.

06 de junho, às 16h

 

 

 

 

Convidada:

Nadine Salib

(diretora)

Mediação: 

Alia Ayman

(curadora)

SESSÃO DE ABERTURA
Homenagem a Moufida Tlatli

Conversa sobre o filme "Os Silêncios do Palácio", de Moufida Tlatli.

Viola Shafik é cineasta, pesquisadora e curadora. É uma das autoras de Cinema árabe: História e Identidade cultural, Cinema Popular Egípcio: Gênero, Classe e Nação, e editou Histórias de Documentários Árabes. Lecionou na American University no Cairo, na Universidade de Zurique, Universidade Humboldt, e na Universidade Ludwig Maximilians. Dirigiu vários documentários, dentre os quais Meu nome não é Ali (2011) e Arij - Cheiro de Revolução (2014).

Analu Bambirra é formada em Cinema e Audiovisual pelo Centro Universitário UNA, em Belo Horizonte/MG. Sócia da Partisane Filmes, atua nas áreas de produção executiva e distribuição. Foi assistente de produção na Anavilhana de 2014 a 2021 e, atualmente, após se especializar em trâmites institucionais em esfera federal, é consultora de projetos da Anavilhana. É curadora e coordenadora da Mostra de Cinema Árabe Feminino.

19 de maio, às 16h

 

 

 

 

Convidada:

Viola Shafik

(pesquisadora)

Mediação: 

Analu Bambirra

(curadora)